It might not be the right time
I might not be the right one
But there's something about us I want to say
'Cause there's something between us anyway
I might not be the right one
It might not be the right time
But there's something about us I've got to do
Some kind of secret I will share with you
I need you more than anything in my life
I want you more than anything in my life
I'll miss you more than anyone in my life
I love you more than anyone in my life
(Something About Us - Daft Punk)
[para você que faz aniversário em breve, com sinceridade, saudade, carinho e boas lembranças que ficam cada vez mais distantes...]
Unanimidade: o aviso dos aniversários no Orkut é um grande [bom] aspecto. Hoje sou do contra. O que só prova que sempre existe caos dentro da ordem. E vice-versa. Enquanto isso, restam apenas dez dias...
Conclusão: é por isso que sempre fui apaixonado por jogos eletrônicos. Quando tudo fica uma grande merda, basta reiniciar e começar a jogar de novo. Sem culpa, sem medo, sem decepção.
Sexta-feira, dia internacional do happy hopur, e no meu trabalho as pessoas já estavam desesperadas por um momento como esse. Óbvio que uma pessoa tão atarefada como eu teria que ir pra faculdade antes, na vã expectativa de saber se haveria ou não aula. Como Murphy reina, é óbvio que não havia, mas a visita ao CH da UECE não foi de se jogar fora porque: (i) descobri que o professor dessa cadeira faltou tanto quanto eu, ou seja, não tenho falta nenhuma, nem a disciplina foi iniciada; (ii) arrastei um amigo de lá pro happy hour, e; (iii) no meio do caminho descobri que "Clube dos Cinco" [sim, o grande clássico dos anos 80, mais até do que "Curtindo a Vida Adoidado", talvez...] estava à venda, em DVD, na Americanas, e resolvo dar um pulo no Iguatemi antes de chegar no Capitão Mostarda.
Assim, numa mesa com cerca de oito pessoas (dessas apenas cinco eram heavy drinkers de verdade), o estrago foi de pouco mais de trinta Bohemias! Este narrador, por sinal - segundo relatos posteriormente colhidos -, chegou a virar meia garrafa goela abaixo!
Quitada a dívida, hora de voltar à programação normal. E eis que me dirijo ao canto de sempre, arrastando vários dos comparsas de trabalho para, finalmente, conhecer o tal ambiente que sempre foi tão mencionado. E lá chegando, dou, de pronto, início às atividades etílicas como sempre faço com Claudinha: "Toma R$10,00, me dá uma Heineken geladíssima e as próximas quatro estão pagas!"
No final da noite, só me lembro de ter deixado uma amiga em casa e ter voltado pra minha, imediatamente pegando no sono. No sábado, acordo que é uma beleza, sem qualquer tipo de ressaca. Maravilha! A noite foi ótima... Er, mas... QUE NOITE?
[pânico!]
De repente começam a chegar os scraps. De gente com quem nunca tive ou os contatos foram raríssimos! Depoimentos do tipo "tu se garante demais, obrigado por ter aparecido!". Até de "dono do nOise" fui chamado! Outros relatos são um tanto indecorosos [é, censura!]. Até da minha boa-fé se aproveitaram, dizendo que convidei o pipoqueiro que sempre fica na porta pra jogar PlayStation na quarta-feira. A declaração mais verossímil que recebi foi sobre a minha performande dançando e cantando "Alô, Eliane" no meio da rua. (???)
[branco total!]
E assim vivi meus momentos - supostamente - mais populares do nOise 3D. Sem nada lembrar, ou muito pouco. Achava que tivesse sonhado com vagas lembranças obscuras...
CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS:
Amanhã é dia de That 80's Party no Amici's. De lá sigo pro nOise 3D (Pocket nOise), como de praxe;
Quinta-feira (13/10) até DJ vou ser no nOise 3D e nem sabia... Dado me avisa que é noite de ROCK NOISE a partir das 22:30h;
Noutra quinta-feira (27/10) volto a discotecar, ao lado do "famosíssimo" DJ Hank, numa festa TOTALMENTE dedicada ao Technopop dos anos 80, bem dizer Depeche Mode, New Order e Pet Shop Boys! Quem gostar da Tríade Sagrada do Technopop e não for já tá garantido no inferno!
Precious - Depeche Mode
Análise feita por Germano
às 20:40h.
Domingo, Setembro 25, 2005
O caso: da série "Fortaleza é a gema do ovo de codorna!"
Esta noite recebo ligação de uma grande amiga e passamos a narrar as mazelas de nosso cotidiano, como sempre. É incrível a capacidade que ela tem de, sempre que conversamos, me impressionar mais e mais com as desventuras de sua vida. Porém, isso não vem ao caso, até porque não vou mais ficar falando [dos problemas] dos outros por aqui. Este blog é um tributo à minha própria mazela, isso sim!
Bem, o fato é que as coincidências da vida são deveras interessantes. Mas quando se mora em Fortaleza, isso passa a ser sua rotina.
Na verdade, o fato mesmo é a paquera que andou rolando no sábado a noite. Nível "meus bons tempos de sexta série", ressalto logo, até porque é daquele tipo que um sabe da existência do outro mas sequer se falam, e o tráfico de informações é intermediado por meio de amigos em comum. Mas antes disso, um pequeno prólogo...
Minha ex [que Deus a tenha em elevada conta e guarde sua boa e generosa alma] andou uma época desempregada, e nas poucas vezes que foi motivada a procurar emprego "pé no chão" (sim, porque eu também quero ser crítico de cinema e música da Folha de São Paulo e ganhar os tubo com isso!), deixou currículo numa livraria e foi a uma entrevista numa conhecida empresa de cine-foto-som. Quanto a esta última, nem vou comentar que uma "paquera" minha de uns tempos atrás trabalha lá. A questão é que a atual "garotinha ruiva" da minha vida trabalha exatamente na mesma livraria em que aquele currículo foi deixado!
E isso eu descubro com o telefonema da Carol - a minha amiga - nesta noite de domingo. Ela me pergunta como vai o coração, conversa vai, conversa vem - ela até que me conhece bem - e eu começo a narrar a tal "paquera nível sexta série" que rolou no sábado. Apenas ao dizer o nome da linda criatura sou surpreendido com a seguinte informação:
- Mano, conheço ela! Ela me atendeu ontem na livraria...
- Conversa, Carol, que tu não é nem a Keyla!
- É sério... Conheci ontem! Ela me atendeu super bem, e quando disse que tava procurando um livro sobre direitos difusos, ela falou que fez essa cadeira na faculdade (...)
É isso: Fortaleza realmente é a gema do ovo de codorna, como bem definiu Karla Santana um dia.
Pra terminar, ao desligar o telefone, fico mudando de canal até descobrir que havia começado há pouco, no Telecine, "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" (sim, aquele que pode ser tido como o filme recente da minha vida...). A cena: Jim Carey chegando na livraria (!!!) em que Kate Winslet trabalha e se surpreende com o fato de que ela não mais o conhece e o ignora (!!!). Ah, essas indiretas da vida... Eu acho é graça!
Madame Hollywood (Tiga's Mister Hollywood Version) - Felix Da Housecat
Esta quinta (22/09), estarei nas páginas do Diário do Nordeste, numa matéria sobre podcasting, fenômeno virtual no qual o Plug It In! é um dos pioneiros por estas bandas.
Já na sexta (23/09), estarei na matéria de capa do Guia Vida e Arte, no O Povo, sobre sorvetes, como integrante de um "júri" formado por vicados na guloseima!
Er... pelo menos é um vício saudável, né? Quer dizer... Er... Ah! Vou me explicar, não. É um vício "do bem", e não "do mal". Pronto!
DICA: sexta-feira da próxima semana, dia 30/09, festa do Plug It In! na qual este "multifacetário" autor estreará como DJ residente da festa! O local é o de sempre: nOise 3D - Rua José Avelino, 209 - Praia de Iracema (nos arredores do Dragão do Mar, em frente ao Hey Ho Rock Bar). É isso.
You're the Reason I'm Leaving - Franz Ferdinand
Análise feita por Germano
às 22:46h.
Terça-feira, Setembro 13, 2005
O caso: a estrada
Esta manhã viajei à Itapipoca. Cedo. Saí umas 6:40h. Para me acompanhar na estrada, apenas CDs. Antes, talvez até fosse possível uma companhia. Até liguei para ela na volta, num particular ponto da estrada, próximo a Caucaia, de péssimas lembranças que me fizeram rir... Hora em que troquei de CD e começou a tocar logo ele, OK Computer, do Radiohead. Propício, pelo menos.
[eis uma propriedade interessante do tempo: ele permite que haja risos das nossas maiores tragédias]
Bem, a trilha sonora, na ida, foi Can Our Love..., do Tindersticks - perfeito para o início de uma melancólica manhã - seguido do maravilhoso Tourist, do St. Germain, para melhorar o clima. A combinação de música e paisagem chegou, inclusive, a lembrar o antigo Out Run, saudoso jogo eletrônico que tanto me divertiu no Master System.
Já a volta, no calor da manhã, pouco mais de 10:30h, se iniciou com o novo Rock de álbuns cujos nomes são os mesmos de suas respectivas bandas: primeiro OK Go e depois The Libertines. No entanto, já próximo do retorno, deu-se vez ao festejado álbum do Radiohead. Único, em todos os sentidos. O momento exigia, por bem ou por mal. Coisas que o destino nos prega.
A música do momento bem que poderia ser "Preciso Aprender a Ser Só", tanto pelo título como, principalmente, pela letra. E depois de tanto tempo [tanto tempo mesmo!], a imagem dela não sai da minha tela inicial do Orkut, então entro no seu perfil e vejo as fotos novas. Bem novas mesmo. De novos tempos. E eu vejo como o meu passado era lindo. Lindo demais pra ser verdadeiro, por sinal. Evitei ler os scraps, como já não faço há bastante tempo, nem o blog. Melhor desse jeito. E, mesmo assim, ainda liguei pra ela...
Aí me lembro da estrada, dos piores momentos, e de como lá estava eu, de novo, em uma nova etapa. A coincidência ficou mesmo por conta do álbum que possui Karma Police na sua lista de músicas: a música que agora só toca no meu celular em mensagens ou ligações erradas (pelo menos assim são justificadas).
Melhor sorte para mim, e para todos os irmãos e irmãs mazelas dessa vida. Meu ídolo volta a ser mesmo Charlie Brown. De verdade, absoluto, de volta ao altar de onde nunca deveria ter sido retirado.
PS: Em breve, análise sobre a trilha sonora deste texto no Plug It In! Apesar de todas as referências musicais acima, a trilha daqui foi bem diferente: Depeche Mode - Music for the Masses.
É... ontem foi re-inaugurada outra vertente de minha pessoa: o DJ. Caso clássico de múltiplas personalidades. Pelo menos me divirto...
Bem, quem perdeu, perdeu; e quem quer ver de novo (ou pela primeira vez), agora só no dia 30/09, na próxima festa do Plug It In! Só para constar, eis os meus dois sets da noite:
Primeiro set: tributo à farofa (por volta das 23:40h)
1 - New World (Sinfonia #9) - Dvorak (versão do Club Meets Classic)
2 - Music Sounds Better With You - Stardust (remix do Dimitri de Paris)
3 - See the Light - Snap!
4 - Come Into My Life - Gala
5 - More and More - Capitain Hollywood Project
6 - Shake Your Head - Was (Not Was)
7 - Listen to Your Heart - Sonia
8 - I Won't Let You Down - Two Boys
Segundo set: tributo ao público (por volta das 2:20h)
1 - Time Won't Wait - Jamiroquai
2 - Deeper and Deeper - Madonna
3 - Understand This Groove - Sound Factory
4 - I Will Follow - U2
5 - Enjoy the Silence - Failure
6 - Gigantic - Pixies
7 - Behind the Wheel - Depeche Mode
8 - Bigmouth Strikes Again - Placebo
9 - Rubber Ring - The Smiths
Agradeço aos amigos que foram. Algumas aparições muito inusitadas, por sinal... No mais, o povo querido que sempre me anima com sua companhia, bem como a "apresentação oficial" a duas moças lindas (Carol Gauche e Sam Albuquerque) com quem andei conversando pelos últimos dias... hehehehehehe!
Ontem fui "obrigado" a deixar meu carro num estacionamento do Centro, e como o dito estabelecimento estava lotado, as chaves também ficaram. Nessas horas, sempre me vem a imagem da Ferrari do pai do Cameron, em "Curtindo a Vida Adoidado", voando ao som da trilha sonora de "Star Wars", quando os guardadores do estacionamento resolvem dar uma voltinha na máquina.
Pois é... De repente, quando volto, encontro o ar condidionado ligado no máximo e há um conjunto de chopsticks (para os leigos, os "pauzinhos" para comer bagulho japonês) no painel do carro. Muito estranho! Principalmente porque não sou um adepto da culinária oriental...
E como Murphy nunca ataca isoladamente, esta manhã, ao me fantasiar para vir trabalhar, reparo que meu sapato "favorito" está rasgado na lateral do pé direito. Então pego outro sapato - com solado de madeira, que não é tão confortável - e percebo que o cadarço está quebrado. Sobrou-me a ingrata tarefa de ter que trocar os cadarços, fazer o transplante de um para outro, isso em plena madrugada de uma quarta-feira, sabendo que tudo aquilo era parte necessária do resultado final, ou seja, vir trabalhar. Argh!
* * * * *
Anyway, já foi. A novidade agora é que, na próxima sexta, alguns colegas e eu botaremos um som pra tocar lá no nOise 3D, a partir das 22:30h. Sinta-se convidado(a) a prestigiar tão honroso evento! Eis a divulgação da casa para o dia:
"Mas Germano... Como é que se chega nesse tal de Noise?!!"
"É muito simples!" - eu digo. O nOise 3D fica nos arredores do Dragão do Mar, na mesma rua do finado Docas (aquela que, na esquina, também já teve um troço de sushi). Ou seja, indo para o Dragão pela Dom Manuel e descendo naquela ladeira da Almirante Jaceguay (que termina lá na concessionária da Peugeot), é só dobrar na primeira rua à direita (logo ao final da ladeira) e o nOise 3D fica na esquina seguinte, em frente ao Hey Ho Rock Bar. Muito simples!
E se ainda assim você não entendeu, basta me ligar ou mandar um e-mail que eu tento ser mais didático ainda, se é que é possível... Até sexta, então!
É um fato: este blog anda muito triste, se é que já não é de sua essência assim o ser. Tenho minhas dúvidas, pois estava relendo textos antigos (mais de dois anos passados), da época em que o Consultório era hospedado no Blogger internacional, e tive a impressão de que tudo era melhor antes. E realmente era... Eis uma amostra de janeiro de 2003:
Da série "E o que diabos tenho eu a ver com o mundo?"
Hoje eu aprendi que não é necessário amar profundamente uma mulher para querer beijá-la. É claro: o mundo é cheio de situações ideais com as quais podemos conviver de uma forma menos ortodoxa. E mesmo que eu não tenha beijado ninguém ontem à noite, eu aprendi isso.
Havia algumas mulheres que eu gostaria de ter beijado, mas de todas elas, particularmente uma - ela. E eu também aprendi que nem sempre as coisas acontecem da forma como nós planejamos. Até porque o mundo não é exatamente uma seqüência lógica de atos ocorridos na conformidade de nossas vontades pessoais.
A vida é bem mais simples do que parece. Na verdade, o que parece é culpa de nós mesmos, que gostamos de complicar a vida para torná-la a culpada de nossas infelicidades e frustrações. É sempre melhor apontar culpados do que reconhecermos que não há culpa alguma, e nisso tudo, os culpados somos nós mesmos, que não temos a quem culpar.
E então, em um momento singelo, um momento como todos os outros instantes que passam e nunca voltam, descobri que existem paixões e que existem amores. Uns passam, outros ficam. Porque o tempo não é um conceito físico: ele é meramente sentimental. E só o tempo, esse alquimista louco e aleatoriamente sagaz, muda. Imutável, nos muda.
Como bem disse Heráclito, tudo flui... O que eu vi com meus olhos há três anos não são as mesmas hoje. Nem eu. Nem meus olhos. Nem o mundo. Nem o tempo (que é imutável). Nem a vã Filosofia. Pois o melhor observador é aquele que está fora do sistema.
Quanto ao texto abaixo, não se trata de erro. É apenas uma citação. Na verdade, tentei ser o mais fiel possível ao original: mesma fonte, mesma diagramação, cor aproximada. A ocasião em que este texto apareceu não poderia ser mais oportuna: um sábado a noite. Sábado passado, para ser mais preciso.
É que na quarta-feira, saí do fórum e tinha como destino a velha Salamanca - a Faculdade de Direito da UFC. Iria somente deixar o Arilo - meu estagiário - por lá, mas decidi por matar as saudades e encontrar as poucas pessoas que ainda lá conheço. Só que antes passei no Iguatemi, pois a vendedora da Sete Zero Oito Zero havia me ligado mais cedo, informando que o CD do Meirelles e os Copa 5 que encomendei (e nem me lembrava disso!) havia chegado.
Arilo, como bom estagiário, foi à Pague Menos pagar minha fatura da Telemar, enquanto me sobrou a incumbência de ir comprar o CD. Menos mal, pois ao chegar na loja verifico que um dos meus objetos de curiosidade está lá exposto, por um preço acessível: Meeting People Is Easy, uma espécie de "documentário na estrada" com o Radiohead na época do auge da banda (final de 1997). Isso era quarta, mas acabei vendo o DVD apenas na sexta, antes de sair com Sellaro para uma "home party" na casa de uns amigos deles - pessoas muito bacanas, por sinal. E já havia comentado sobre o DVD com o Dado na noite anterior, tendo prometido a ele que o levaria no sábado para ser exibido no nOise 3D - como de fato foi exibido, ainda que não estivesse lá.
E justamente na noite de sábado, antes de sair para entregar o DVD ao Dado, torno-me curioso pelo seu "encarte" que, na verdade, era apenas uma folha de papel, com a própria impressão da capa. No entanto, ao verificar o verso da folha, o texto abaixo apareceu. Uma verdadeira pedrada! As pernas tremeram... Até agora tenho a impressão de que o papel é mágico - ou que funciona como um eficiente biscoito da sorte - e que aparece uma mensagem para cada pessoa que o empunha, revelando uma solução para o pior momento por que passam em suas vidas.
E assim o texto abaixo acabou figurando neste blog. Não sei de quem é a autoria - se do diretor, de alguém da banda ou mesmo alguém que não tem nada a ver com nada nisso tudo - de forma que não sei a quem creditar. Fica o relato, então, como justificativa e como crédito, se servir.
A música da vez bem que poderia ser Pois É, fruto da parceria de Chico e Tom. Gênios!
If you have been rejected
many times in your life, then
one more rejection isn't going
to make much difference. If
you're rejected, don't auto-
matically assume it's your
fault. The other person may
have several reasons for not
doing what you are asking her
to do: none of it may have
anything to do with you.
Perhaps the person is busy or
not feeling well or genuinely
not interested in spending
time with you. Rejections are
part of everyday life. Don't let
them bother you. Keep reach-
ing out to others. Keep
reaching out to others. When
you begin to receive positive
responses, then you are on
the right track. It's all a mat-
ter of numbers. Count the
positive responses and forget
about the rejections.
O caso: das situações em que a vida poderia ser bem mais...
1) Hoje fui apelidado - por pessoas de integridade bastante discutível - de "Náufrago do Amor". Tudo devido ao meu visual... "naturalista", digamos assim. É uma ótima alcunha, mas seria bem melhor se eu tivesse enveredado pelas artes da música brega e adjacências...
2) A comédia norte-americana é o que tem me iludido nos tempos em que é constante o pensamento "I hate myself and I want to die!" Seinfeld e esquetes do Saturday Night Life, principalmente. Saudades do Monty Python, do Flying Circus (e de muitas outras coisas que me faziam feliz)...
3) Sempre ouvi o som do meu carro em volume de número par. Com isso quero dizer: o som sempre estava no 10 ou no 12. Poucas vezes fui além disso. E quando costumava ir ao cinema, sempre fazia questão de ficar com o ingresso de número par. Era fácil, já que eram sempre dois ingressos. De uns tempos pra cá, no entanto, tenho percebido que passei a ouvir o som do carro em volumes ímpares - 9 ou 11. Sintomático, mas é um reflexo fiel de como é a vida, ou como tem sido, pelo menos.
4) Ontem eu sonhei com ela. O mais interessante é que o sonho tinha uma trilha sonora, mas o fato é que eu havia dormido com o som ligado, o que não é costume, pois normalmente o programo para desligar em 60 minutos. E justamente quando estou despertando - momento em que tive a percepção real de que o sonho era com ela - Morrissey começa a cantar Last night I dreamt that somebody loved me... Mais sintomático ainda. De alguma forma.
O CD da Norah Jones: devo guardar e ouvir vez por outra, com as saudades de estilo de tempos que nunca voltam; ou devo empreender sua destruição imediata, em nível subatômico, sem restar qualquer migalha ou lembrança?
Ontem revi, depois de muito tempo, um episódio de "Dawson's Creek". Era um episódio que se passava no dia do aniversário de dezoito anos do Pacey. O próprio Pacey relatava que todos os seus aniversários eram uma tragédia, e pediu à Joey que passassem aquela noite juntos, apenas os dois. No entanto, uma festa surpresa já havia sido marcada pela família do aniversariante. Como previsto, uma tragédia: sucessão de fatos, diálogos e testemunhos que só empurravam Pacey cada vez mais pra baixo, até que o mesmo explode, desabafa e sai de casa correndo...
Ao final, é seu próprio pai - quem por muitas vezes o fez sentir mal - que o encontra e conversa com o mesmo, num tom de sinceridade não antes visto ou - pelas circunstâncias do seriado - imaginado. Pacey acaba voltando pra casa, aliviado, e o aniversário é iniciado, de novo, com uma nova surpresa. E tudo acaba bem. Um final feliz.
Isso é o que se chama "segunda chance". Uma nova chance para começar de novo, e fazer as coisas certas. Pena que essas segundas chances normalmente só existam na obra ficcional, que tanto nos encanta por justamente possibilitar que tudo acabe bem. Enquanto isso, queria muito, de novo, ter meus dezoito anos...
Semana passada fui a Aquiraz, a trabalho, e presenciei, no fórum local, a discussão seríssima de uma funcionária com outra a respeito do melhor milho de pipoca que ela havia comprado no dia anterior para assistir à novela.
Do auge de toda a minha indiferença sempre surgem pensamentos do tipo "minha vida é melhor do que a delas!", mas isso não é verdade. Não é melhor ter formação superior, consciência política, pensamentos com problemas sociais ou elucubrações sociológicas, interesse em filosofia e querer ser a melhor pessoa do mundo, morando numa "metrópole" e gostando de músicas que não considero "superficiais".
Cada um tem sua vida, e dentro de sua vivência experimentamos diferentes sensações, temos diferentes comportamentos. Assim é a humanidade, e ninguém é melhor do que ninguém.
Por isso mesmo, sempre achei os meus problemas os mais graves do mundo, porque são meus. E não são piores ou melhores do que a fome da África, os pais que perdem um filho, um acidente que deixa a pessoa tetraplégica ou o exame de sangue recebido com diagnóstico de HIV positivo. Dentro de um contexto de comparações (e o alto só existe porque há o baixo), pode até ser que haja um escalonamento do que é pior ou do que é menos ruim. Mas meus problemas são os piores do mundo, e sempre serão. Porque são meus.
É isso mesmo. Infelicidade é quando você pensa que se tivesse a chance de escolher um jeito para as coisas serem, você escolheria que elas fossem totalmente diferentes do que elas são. E ainda assim, você tem forças para continuar vivendo, de alguma forma. Exagero? Não. É apenas a minha vida.
Para uma quinta-feira da qual nada espero, assim como nada esperei de todos os dias desse mês de julho de 2005 (e ainda assim tive bastantes - agradáveis - surpresas). Música: Smiths. Livro: Goethe. Filme: Kaufman.
And when you're dancing and laughing
And finally living
Hear my voice in your head
And think of me kindly
Vez por outra me surpreendo com o óbvio fato de que este espaço deveria ser um Consultório Psiquiátrico, do qual o principal paciente sou eu mesmo, em auto-terapia, ou em terapia coletiva com quem ainda se digna a aqui visitar. E me esqueço dos diagnósticos, prognósticos, quadros clínicos e dos próprios tratamentos e terapias para todos os fatos que me cercam e, principalmente, me afetam.
Ontem a noite, em meio a situações completamente desfavoráveis e - para não dizer - inconcebíveis em outrora, pareceu-me pertinente acreditar ainda mais em métodos nada ortodoxos e moralmente discutíveis sob o ponto de vista ético, como a submissão a uma "terapia de choque", para melhor exemplificar.
Forcei-me a experienciar e conviver, ainda que à distância, com um trauma - o maior trauma, por sinal -, justamente como forma de combatê-lo e, até mesmo, superá-lo. Aparentemente deu resultados. Bons resultados, por sinal.
Aguardem: em breve, minha provável indicação ao Prêmio Ignóbil deste ano, em prol dos experimentos que menos contribuem para o progresso da Ciência!
Não há muito o que se falar. O placar dilatado (4X0) é o suficiente. A conclusão é melhor ainda: São Paulo Tricampeão da Copa Libertadores da América! Salve - sempre - o Tricolor Paulista!
Ontem a noite, episódio de "That 70's Show". Uma pérola de Fez, após constatar que Donna (originalmente ruiva) havia pintado a cabeleira de cor dourada, loura:
I like my women as I like my wine: red and full of alcohol.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
PS: Pouco tempo depois de postar o texto abaixo, e ao terminar de escrever mais um e-mail sem assunto, uma Esperança (um Louvadeus ou qualquer inseto desse tipo) invadiu o meu quarto. Eu fugi, sentei na cadeira da sala e chorei (de tristeza). Só voltei depois que ela foi embora. O mundo é mesmo cheio de sinais estranhos...
"Random thoughts for Valentine's Day, 2004. Today is a holiday invented by greeting card companies to make people feel like crap. I ditched work today. Took a train out to Montauk. I don't know why. I'm not an impulsive person. I guess I just woke up in a funk this morning. I gotta get my car fixed. It's goddamn freezing on this beach. Montauk in February. Brilliant, Joel! Pages ripped out. Don't remember doing that. It appears this is my first entry in two years. Sand is overrated. It's just tiny little rocks. If only I could meet someone new. I guess my chances of that happening are somewhat diminished, seeing that I'm incapable of making eye contact with a woman I don't know. Maybe I should get back together with Naomi. She was nice. Nice is good. She loved me. Why do I fall in love with every woman I see who shows me the least bit of attention?"
(início de "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças")
22 de novembro é um dia enigmático. Já me trouxe várias tormentas, mas hoje pode significar esperança de que há futuro, de novas possibilidades. O problema é que novas possibilidades também são seguidas de novos fracassos. Os velhos erros são superados apenas para dar lugar a outros novos.
Nesse dia, em 2003, postei aqui uma música do a-ha. Uma música sincera, que provavelmente refletia - dentro de mim - algo que passava naquela época. Na verdade, nem sei ao certo porque postei essa música naquele dia, mas sei muito bem porque a posto hoje: outros erros, outras falhas, outras decepções, outras fossas, outra vida até, talvez. Eu tenho amigos demais e "Karma Police" é o toque do meu celular que menos quero ouvir, ao mesmo tempo em que mais espero que toque.
Help me
I need your love
Don't walk away
The dark scares me so
We're nothing apart
Let's stay friends forever
Forever
Here I stand and face the rain
I know that nothing's gonna be the same again
I fear for what tomorrow brings
Trust me
For whom I am
Place all your faith
Into these hands
I got nothing to say
But let's stay friends forever
Forever
Here I stand and face the rain
I know that nothing's gonna be the same again
I fear for what tomorrow brings
Here I stand and face the pain
Of knowing nothing's gonna be the same again
I fear for what tomorrow brings
Here I stand and face the rain
Knowing nothing's gonna be the same
Again