Inerte ao mundo, ao som de "Karma Police" - Radiohead

Sobre o Psiquiatra
Nome: Germano Vale Filho
Cidade: Fortaleza, CE
Aniversário: 25/02
Idade: 25 anos

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Quarta-feira, Agosto 31, 2005


O caso: mazelas e festas

Ontem fui "obrigado" a deixar meu carro num estacionamento do Centro, e como o dito estabelecimento estava lotado, as chaves também ficaram. Nessas horas, sempre me vem a imagem da Ferrari do pai do Cameron, em "Curtindo a Vida Adoidado", voando ao som da trilha sonora de "Star Wars", quando os guardadores do estacionamento resolvem dar uma voltinha na máquina.

Pois é... De repente, quando volto, encontro o ar condidionado ligado no máximo e há um conjunto de chopsticks (para os leigos, os "pauzinhos" para comer bagulho japonês) no painel do carro. Muito estranho! Principalmente porque não sou um adepto da culinária oriental...

E como Murphy nunca ataca isoladamente, esta manhã, ao me fantasiar para vir trabalhar, reparo que meu sapato "favorito" está rasgado na lateral do pé direito. Então pego outro sapato - com solado de madeira, que não é tão confortável - e percebo que o cadarço está quebrado. Sobrou-me a ingrata tarefa de ter que trocar os cadarços, fazer o transplante de um para outro, isso em plena madrugada de uma quarta-feira, sabendo que tudo aquilo era parte necessária do resultado final, ou seja, vir trabalhar. Argh!


* * * * *


Anyway, já foi. A novidade agora é que, na próxima sexta, alguns colegas e eu botaremos um som pra tocar lá no nOise 3D, a partir das 22:30h. Sinta-se convidado(a) a prestigiar tão honroso evento! Eis a divulgação da casa para o dia:



"Mas Germano... Como é que se chega nesse tal de Noise?!!"

"É muito simples!" - eu digo. O nOise 3D fica nos arredores do Dragão do Mar, na mesma rua do finado Docas (aquela que, na esquina, também já teve um troço de sushi). Ou seja, indo para o Dragão pela Dom Manuel e descendo naquela ladeira da Almirante Jaceguay (que termina lá na concessionária da Peugeot), é só dobrar na primeira rua à direita (logo ao final da ladeira) e o nOise 3D fica na esquina seguinte, em frente ao Hey Ho Rock Bar. Muito simples!

E se ainda assim você não entendeu, basta me ligar ou mandar um e-mail que eu tento ser mais didático ainda, se é que é possível... Até sexta, então!

Blow Your Mind - Jamiroquai

Análise feita por Germano às 10:37h.


Segunda-feira, Agosto 29, 2005


O caso: a melancolia dos momentos perdidos

É um fato: este blog anda muito triste, se é que já não é de sua essência assim o ser. Tenho minhas dúvidas, pois estava relendo textos antigos (mais de dois anos passados), da época em que o Consultório era hospedado no Blogger internacional, e tive a impressão de que tudo era melhor antes. E realmente era... Eis uma amostra de janeiro de 2003:

Da série "E o que diabos tenho eu a ver com o mundo?"

Hoje eu aprendi que não é necessário amar profundamente uma mulher para querer beijá-la. É claro: o mundo é cheio de situações ideais com as quais podemos conviver de uma forma menos ortodoxa. E mesmo que eu não tenha beijado ninguém ontem à noite, eu aprendi isso.

Havia algumas mulheres que eu gostaria de ter beijado, mas de todas elas, particularmente uma - ela. E eu também aprendi que nem sempre as coisas acontecem da forma como nós planejamos. Até porque o mundo não é exatamente uma seqüência lógica de atos ocorridos na conformidade de nossas vontades pessoais.

A vida é bem mais simples do que parece. Na verdade, o que parece é culpa de nós mesmos, que gostamos de complicar a vida para torná-la a culpada de nossas infelicidades e frustrações. É sempre melhor apontar culpados do que reconhecermos que não há culpa alguma, e nisso tudo, os culpados somos nós mesmos, que não temos a quem culpar.

E então, em um momento singelo, um momento como todos os outros instantes que passam e nunca voltam, descobri que existem paixões e que existem amores. Uns passam, outros ficam. Porque o tempo não é um conceito físico: ele é meramente sentimental. E só o tempo, esse alquimista louco e aleatoriamente sagaz, muda. Imutável, nos muda.

Como bem disse Heráclito, tudo flui... O que eu vi com meus olhos há três anos não são as mesmas hoje. Nem eu. Nem meus olhos. Nem o mundo. Nem o tempo (que é imutável). Nem a vã Filosofia. Pois o melhor observador é aquele que está fora do sistema.


Quanto ao texto abaixo, não se trata de erro. É apenas uma citação. Na verdade, tentei ser o mais fiel possível ao original: mesma fonte, mesma diagramação, cor aproximada. A ocasião em que este texto apareceu não poderia ser mais oportuna: um sábado a noite. Sábado passado, para ser mais preciso.

É que na quarta-feira, saí do fórum e tinha como destino a velha Salamanca - a Faculdade de Direito da UFC. Iria somente deixar o Arilo - meu estagiário - por lá, mas decidi por matar as saudades e encontrar as poucas pessoas que ainda lá conheço. Só que antes passei no Iguatemi, pois a vendedora da Sete Zero Oito Zero havia me ligado mais cedo, informando que o CD do Meirelles e os Copa 5 que encomendei (e nem me lembrava disso!) havia chegado.

Arilo, como bom estagiário, foi à Pague Menos pagar minha fatura da Telemar, enquanto me sobrou a incumbência de ir comprar o CD. Menos mal, pois ao chegar na loja verifico que um dos meus objetos de curiosidade está lá exposto, por um preço acessível: Meeting People Is Easy, uma espécie de "documentário na estrada" com o Radiohead na época do auge da banda (final de 1997). Isso era quarta, mas acabei vendo o DVD apenas na sexta, antes de sair com Sellaro para uma "home party" na casa de uns amigos deles - pessoas muito bacanas, por sinal. E já havia comentado sobre o DVD com o Dado na noite anterior, tendo prometido a ele que o levaria no sábado para ser exibido no nOise 3D - como de fato foi exibido, ainda que não estivesse lá.

E justamente na noite de sábado, antes de sair para entregar o DVD ao Dado, torno-me curioso pelo seu "encarte" que, na verdade, era apenas uma folha de papel, com a própria impressão da capa. No entanto, ao verificar o verso da folha, o texto abaixo apareceu. Uma verdadeira pedrada! As pernas tremeram... Até agora tenho a impressão de que o papel é mágico - ou que funciona como um eficiente biscoito da sorte - e que aparece uma mensagem para cada pessoa que o empunha, revelando uma solução para o pior momento por que passam em suas vidas.

E assim o texto abaixo acabou figurando neste blog. Não sei de quem é a autoria - se do diretor, de alguém da banda ou mesmo alguém que não tem nada a ver com nada nisso tudo - de forma que não sei a quem creditar. Fica o relato, então, como justificativa e como crédito, se servir.

A música da vez bem que poderia ser Pois É, fruto da parceria de Chico e Tom. Gênios!

Pois é - Chico Buarque e Tom Jobim

Análise feita por Germano às 14:02h.


Domingo, Agosto 28, 2005


If you have been rejected
many times in your life, then
one more rejection isn't going
to make much difference. If
you're rejected, don't auto-
matically assume it's your
fault. The other person may
have several reasons for not
doing what you are asking her
to do: none of it may have
anything to do with you.
Perhaps the person is busy or
not feeling well or genuinely
not interested in spending
time with you. Rejections are
part of everyday life. Don't let
them bother you. Keep reach-
ing out to others. Keep
reaching out to others. When
you begin to receive positive
responses, then you are on
the right track. It's all a mat-
ter of numbers. Count the
positive responses and forget
about the rejections.

Análise feita por Germano às 13:25h.


Sexta-feira, Agosto 19, 2005


O caso: das situações em que a vida poderia ser bem mais...

1) Hoje fui apelidado - por pessoas de integridade bastante discutível - de "Náufrago do Amor". Tudo devido ao meu visual... "naturalista", digamos assim. É uma ótima alcunha, mas seria bem melhor se eu tivesse enveredado pelas artes da música brega e adjacências...

2) A comédia norte-americana é o que tem me iludido nos tempos em que é constante o pensamento "I hate myself and I want to die!" Seinfeld e esquetes do Saturday Night Life, principalmente. Saudades do Monty Python, do Flying Circus (e de muitas outras coisas que me faziam feliz)...

3) Sempre ouvi o som do meu carro em volume de número par. Com isso quero dizer: o som sempre estava no 10 ou no 12. Poucas vezes fui além disso. E quando costumava ir ao cinema, sempre fazia questão de ficar com o ingresso de número par. Era fácil, já que eram sempre dois ingressos. De uns tempos pra cá, no entanto, tenho percebido que passei a ouvir o som do carro em volumes ímpares - 9 ou 11. Sintomático, mas é um reflexo fiel de como é a vida, ou como tem sido, pelo menos.

4) Ontem eu sonhei com ela. O mais interessante é que o sonho tinha uma trilha sonora, mas o fato é que eu havia dormido com o som ligado, o que não é costume, pois normalmente o programo para desligar em 60 minutos. E justamente quando estou despertando - momento em que tive a percepção real de que o sonho era com ela - Morrissey começa a cantar Last night I dreamt that somebody loved me... Mais sintomático ainda. De alguma forma.

One - U2

Análise feita por Germano às 16:52h.


Segunda-feira, Agosto 15, 2005


O caso: dúvida existencialista

O CD da Norah Jones: devo guardar e ouvir vez por outra, com as saudades de estilo de tempos que nunca voltam; ou devo empreender sua destruição imediata, em nível subatômico, sem restar qualquer migalha ou lembrança?

Cruel... Não sei responder.

Come Away With Me - Norah Jones

Análise feita por Germano às 11:14h.


Quinta-feira, Agosto 04, 2005


O caso: segundas chances

Ontem revi, depois de muito tempo, um episódio de "Dawson's Creek". Era um episódio que se passava no dia do aniversário de dezoito anos do Pacey. O próprio Pacey relatava que todos os seus aniversários eram uma tragédia, e pediu à Joey que passassem aquela noite juntos, apenas os dois. No entanto, uma festa surpresa já havia sido marcada pela família do aniversariante. Como previsto, uma tragédia: sucessão de fatos, diálogos e testemunhos que só empurravam Pacey cada vez mais pra baixo, até que o mesmo explode, desabafa e sai de casa correndo...

Ao final, é seu próprio pai - quem por muitas vezes o fez sentir mal - que o encontra e conversa com o mesmo, num tom de sinceridade não antes visto ou - pelas circunstâncias do seriado - imaginado. Pacey acaba voltando pra casa, aliviado, e o aniversário é iniciado, de novo, com uma nova surpresa. E tudo acaba bem. Um final feliz.

Isso é o que se chama "segunda chance". Uma nova chance para começar de novo, e fazer as coisas certas. Pena que essas segundas chances normalmente só existam na obra ficcional, que tanto nos encanta por justamente possibilitar que tudo acabe bem. Enquanto isso, queria muito, de novo, ter meus dezoito anos...

Sometimes - Depeche Mode

Análise feita por Germano às 13:02h.